Adoro ver a lua

Adoro ver lua, cometas e estrelas. Se bem que quando o Halley passou por aqui eu era muito criança e, se não bastasse isso, deu um puta de um azar que ninguém, nem os astrônomos, conseguiram ver porra nenhuma.

Não sei se alguém se lembra dos binóculos que a criançada adorava pedir para os pais comprarem. Eram os brinquedos mais vendidos no final da década de 1980.

Mesmo assim, um dos meus passatempos prediletos continua sendo ver o céu.

O céu é e sempre foi o meu companheiro quando eu queria compartilhar algo de muito bom – ou de muito ruim também…

E, desde criança, quando algo de bom acontecia, eu sempre queria ir dormir no quintal. Mas nem sempre conseguia.

E, quando conseguia, era porque a minha “marra” vencia. Às vezes sou insuportável mesmo – e, talvez, seja melhor ir logo admitindo isso.

Sei que sou insuportável, mas, da mesma forma, também sou adorável – embora o seja apenas quando quero.

Mas isso acontece mesmo, assim como o fato de as coisas passarem muito rápido, e agora eu estar vendo centenas de estrelas. Antes havia apenas duas no céu.

E, apesar do chuvisco, isso significa que irá fazer sol amanhã cedo.

Embora eu esteja divagando acerca da previsão do tempo, na real mesmo o que eu gostaria muito é de saber o que tem lá em cima além de Deus. Mas, isso é muito subjetivo, claro.

Independente disso, acho que, quando se fala de saber o que se passa, isso está relacionado a algo muito interiorizado em cada um – o que acaba remetendo ao prazer verdadeiro.

Mas, o que seria isso? Esse prazer, que pode ser sentido a partir de várias coisas, ou seja, que pode ter inúmeras origens, nada mais tem a ver do que nirvana – na verdade, algo que significa espírito elevado. Algo que liberta de muitas amarras, preconceitos e julgamentos. Algo que nos faz sentir melhor.

Na real, o que seria  isso?

Não sei ainda. Mas você vai me ajudar a descobrir.

E eu quero muito isso, porque já me viciei em você.

Open your mind

Às vezes quando a gente fica meio assim, diria, arraigado a certos conceitos, a determinados costumes, a vida fica meio que sem graça.

Não estou falando de vida pessoal, mas certamente de trabalho.

E, apesar de trabalho ser algo que dignifica a alma humana, creio que não seja necessário trabalhar apenas por causa do dinheiro ou determinadas regalias que o cargo ocupado proporciona.

Às vezes é chegada a hora de tentar algo novo e expandir horizontes.

Aí vem alguém muito medroso e coloca o seguinte pra você: “ah, mas você precisa pensar em algo mais seguro, estudar para um concurso público, algo que lhe traga estabilidade”.

Coisa de baby boomers.

Embora eu pertença à geração X e traga comigo alguns conceitos herdados dos meus pais, primos, tios e gerações anteriores, creio que lutar por estabilidade seja o mesmo que estagnar.

Não tenho medo de dizer que já joguei fora um emprego onde tinha estabilidade por direito e de fato, pois seguia o regime estatutário. Se me acontecesse hoje, faria o mesmo de novo, sem qualquer tipo de medo.

E, para aqueles que almejam estabilidade, a verdade é que a maioria dos cargos em aberto via seleção pública seguem o regime da CLT, ou seja, não garantem estabilidade.

Agora, brigar pra quê?

Para ter uma pseudo estabilidade? E o pior, se você estiver estável, você fica estagnado e, o que é ainda mais assustador, pode crer, contribui para que esse círculo vicioso de gastança de dinheiro público se prolifere.

Ah, meu, tô fora, realmente.

Por mais que me pressionem.

Gosto de viver a adrenalina do dia a dia, na briga por um lugar ao sol e pelas melhores pautas. Ainda que eu mude de profissão em poucos meses.

Para mim, uma pauta será sempre um desafio a vencer, independente do que o configure.

É assim que tem de ser a vida. Pelo menos pra mim…

É dessa forma que procuro fazer com que minha mente permaneça aberta.

Ainda sou nerd, mas…

Ser nerd não é tanto um problema. Não quando não se é mulher.

Quando se é mulher, introspectiva e que, apesar de feminina, gosta do mundo masculino, significa um problema maior.

Não que eu goste de mulheres. Curto homens, mas é que a maior parte deles gosta de mulheres fúteis.  E isso eu não sou mesmo.

Mas, hoje, descobri que, apesar de ser assim meio “marrenta”, consigo “pegar” o homem que eu quiser.

Não sei, porém, se consigo dar continuidade a isso.

Às vezes, sem querer, consigo… outras vezes, quando quero, fica mais difícil.

Mas, é a vida…

Porque, afinal, nós, mulheres, queremos ter alguém para sempre…

Como posso ser…

Como posso ser tão nerd?

Nerd talvez seja a palavra que expresse o que represento perante a sociedade.

Embora tenha atitudes “nerd”, ainda exercito o meu físico.

Faço caminhadas homéricas e ainda pratico alguma coisa que chamam de musculação.

Não é bem o que quero. Gostaria de fazer, ou melhor, voltar a praticar um esporte (ou filosofia) chamado Karatê.

Embora não considerem, quero crer que eu seja uma pessoa normal.

Neste momento, lágrimas caem dos olhos, mas, vamos lá.

Sinto-me triste, pois não sei onde realmente posso externar o que sinto.

Nerd é uma palavra forte, interessante até, para aqueles que curtem tecnologia, mas, invadida por determinados pensamentos, é bom esquecer tal expressão.

Afinal, por ter sido intitulada dessa forma – e, apesar, de a palavra ter sido entoada de modo carinhoso – não posso esquecer de tal sentido.

Mas, essa é uma expressão a qual me tenho vinculado.

Eu, própria, vinculado-me.

Talvez por ser idiota o bastante,

Talvez por achar que vou ser sempre assim.

Ou, ainda, por ter a certeza de que sou normal, mas não quero aceitar isso.

E, a última das alternativas, penso que devo dar todas as satisfações possíveis a todo mundo.

Escolham, por si só!

Por causa de…

Não sei o que me faz te desejar tanto.

Confesso que sua presença constante em meus pensamentos tem ajudado a sentir-me melhor.

Para quem achou que a vida já não reservava surpresas, ledo engano…

Após lhe conhecer, tenho pensado mais em mim, em cuidar do corpo, sentir-me atraente, sair pra noite; enfim, motivar-me a conhecer gente nova.

Você me dá tesão, mesmo eu nem sabendo quase nada a seu respeito.

Posso afirmar, com todas as letras, que tem sido responsável por reacender meu desejo pela vida.

Por causa de você, voltei a sentir aquela vontade de que me cuidem, que me provoque, que me penetrem..

Sim. Tudo isso, porque a entrega tem de ser uma simbiose, mesmo.

Imagino que, com você, posso deixar as rédeas soltas e, ao invés de controlar, satisfazer aqueles impulsos mais sacanas…

Sacanas, mas vitais…

Sem os quais não se atinge a felicidade plena.

Ditado

Adoro usar um ornamento na cabeça. Pode ser uma boina, um boné, um chapéu e até mesmo um artefato que exprime as cores rastafari.

Sim , isso mesmo! As cores rastafari.

Não compactuo a religião, não uso a mesma droga que eles.  Não tenho dependência orgânica, muito menos química.

O fato é que compactuo dos  ideais de liberdade, igualdade e fraternidade.

Reivindicações feitas há mais de 400 anos e que, infelizmente, são atuais.

Então é por isso que luto por coisas inatingíveis, que vinham sendo solicitadas há mais de 500 anos e, por isso mesmo, não vislumbram expectativas.

E tenho dito!

Ohm, narayana!

Prodigy me faz refletir sobre o que é a vida.

Acho que dedico 10% do que eu vivo àquilo que as pessoas pensam sobre mim. Apesar de já ter dito que isso é irrelevante, tenho essa curiosidade.

São 10% apenas e, por isso mesmo, acredito que não tenha um apego tão grande ao assunto.

Mas, vamos lá!

Por que as pessoas estão tão preocupadas com o outro?

Houve um tempo em que eu jamais pensei no próximo. A não ser no meu parceiro, lindo, que se encaixava perfeitamente em mim, tal qual Eva a seu par.

Pormenores a parte, o fato é que eu não tinha essa tal preocupação e, pelo que observo, o povo hoje leva isso em consideração como se fosse a coisa mais importante do mundo.

Acho que devemos olhar o próximo não como um oponente, mas como amigo.

E, se esse próximo estiver em dificuldade, não custa estender a mão.

Apesar da minha opinião, o que tenho visto é justamente o contrário. Pessoas agredindo por discordarem.

Algo típico daqueles intolerantes!

Que merda!

E, mesmo sendo uma pessoa centrada, preciso ir contra àqueles que se declaram equilibrados e, num momento de desiquilíbrio, põem tudo a perder.

Não carrego a perfeição, comigo, mas é que estou muito triste em ver tamanha desigualdade.

Longe de mim querer dar lição de moral, mas infelizmente, o que vejo por aí são só pedras. E bem pesadas…

SSSSSSSSSSSSSSSSSSS

Vontade de dar um peguinha…

Antes de dormir…

Não sei se o FHC ainda fuma, mas ele sabe que isso é melhor do que Lexotan.

Será que…

Nunca fui de forró e outros ritmos populares.

Mas, como sou uma pessoa muito popular, sempre frequentei locais e mantive contato com o povo.

Esse contato, aliás, é vibrante; faz crescer um entusiasmo gigante na alma.

Deixando as considerações de lado, o fato é que há anos uma música não me sai da cabeça.

Sempre tentei descobrir, mas não lembrava a letra. Tinha apenas resquícios da melodia.

E não é que, por meio de um amigo, consegui descobrir.

O barato da coisa é que eu imaginava que a música tratava de alguém que tivesse sido abandonado pela namorada, ficante, peguete, ou seja lá o sinônimo que for.

Minha surpresa se deu quando, ao prestar atenção na letra, concluí que se tratava de um sequestro.

E, parece que o tal sequestrado era comidinha de quem pagou o resgate.

Nada contra os homossexuais (aliás, solidarizo-me com eles – sejam gays ou lésbicas), mas escrever nesses termos…

Só dá audiência…

Ah, e vamô dançar… Beber, cair e levantar!

Estrelas

Vejo o céu

Ele está escuro

Estrelas brilham

E busco você em uma delas

Versos incidentais inspirados por “Um minuto para o fim do mundo” (CPM 22)